como não me importo?
se aqui envolta está escuro
se o restante está morto
não consigo atravessar o muro
sendo o ar daqui já raro
dependendo só de seu murmúrio
não me importo se vai sair caro
a vontade não se esgota
mas você não se perdeu no meu faro
desisti já da minha horta
seu riso, minha varinha
feito mosca, caio torta
não sei se pulei sozinha
ou se no fundo vou achar você
deixei de lado a sanidade minha
por quê desastre não se prevê?
e se desastre não for?
espera, veja, mas crê
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